De Gélius à Hermes
Erick de Sousa
Se tu não queres ser ferido
Mantenha-se longe do corpo
Afiado de Martírio
Tu sabes meu pequeno Hermes
Que aquele colo mui devassado
Carrega um punhal regado
Do mais letal e doce veneno
Que te afoga e te destrói
Se você já recusou Eliana
Tu podes muito bem, pequeno Hermes
Negar o corpo de Martírio
Tu sabes que do vinho que tomas
O mais barato homem ingere
E ainda esparrama
Ela não pode dar-te safra maior
Não pode ter sabor celestial
Se tu já aceitou Martírio
Tens capacidade de aceitar meu corpo
Mesmo que eu me chame Gélius
Não podes dizer que é pecado
Se tu só sorvia isso
Da saliva de Martírio
Torne meu corpo abrigo do teu


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