segunda-feira, 12 de abril de 2010

De Gélius à Hermes

Erick de Sousa

Se tu não queres ser ferido

Mantenha-se longe do corpo

Afiado de Martírio

Tu sabes meu pequeno Hermes

Que aquele colo mui devassado

Carrega um punhal regado

Do mais letal e doce veneno

Que te afoga e te destrói

Se você já recusou Eliana

Tu podes muito bem, pequeno Hermes

Negar o corpo de Martírio

Tu sabes que do vinho que tomas

O mais barato homem ingere

E ainda esparrama

Ela não pode dar-te safra maior

Não pode ter sabor celestial

Se tu já aceitou Martírio

Tens capacidade de aceitar meu corpo

Mesmo que eu me chame Gélius

Não podes dizer que é pecado

Se tu só sorvia isso

Da saliva de Martírio

Torne meu corpo abrigo do teu

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