terça-feira, 27 de abril de 2010

Lágrimas de Vidro - Erick de Sousa

Nunca pensei

Que poderíamos quebrar

Mas você quis testar

Começou a forçar

E nosso amor de vidro partiu.


Eu até tentei

Colar os pedaços

Mas me cortavam os dedos

O sangue me dava medo

E minhas mãos ficaram inválidas.


Você até tentou

Me ajudar a colar

Mas o mundo do lado de fora

Arrancou os seus olhos

E eles se perderam por aí.


Inutilmente tentei

Amenizar o caos aqui

Mas os olhos de um velho estranho

Regado de lágrimas me disse

“O verdadeiro amor só acontece uma vez”

segunda-feira, 12 de abril de 2010

De Gélius à Hermes

Erick de Sousa

Se tu não queres ser ferido

Mantenha-se longe do corpo

Afiado de Martírio

Tu sabes meu pequeno Hermes

Que aquele colo mui devassado

Carrega um punhal regado

Do mais letal e doce veneno

Que te afoga e te destrói

Se você já recusou Eliana

Tu podes muito bem, pequeno Hermes

Negar o corpo de Martírio

Tu sabes que do vinho que tomas

O mais barato homem ingere

E ainda esparrama

Ela não pode dar-te safra maior

Não pode ter sabor celestial

Se tu já aceitou Martírio

Tens capacidade de aceitar meu corpo

Mesmo que eu me chame Gélius

Não podes dizer que é pecado

Se tu só sorvia isso

Da saliva de Martírio

Torne meu corpo abrigo do teu