A chuva
c
a
i
a
lá fora enquanto noticias de desastre passavam na televisão.
mas a enchente que me afogava
não eram gotas transversais
e nem vinha do alto. Vinha de dentro.
Luzes da cidade refletiam seu corpo brilhante
levemente embaçado pela fumaça do meu cigarro
que naquela noite em especial trazia um turbilhão
de gostos diferentes.
"Será esse o gosto?" perguntava uma coruja branca.
Quero comer as suas palavras
antes que suas iniciais me comam
Antes que elas devorem meus olhos
e cravem carvão quente em meu peito.
Antes que seu nome que insiste em aparecer
por todos os cantos
tornem-se as unicas palavras que eu conseguirei dizer.
Antes que o turbilhão comece
Antes que a chama de oitenta mil velas queimem
antes que o coração...
Bata.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
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