domingo, 7 de fevereiro de 2010

Hanna P.

A chuva
c
a
i
a

lá fora enquanto noticias de desastre passavam na televisão.
mas a enchente que me afogava
não eram gotas transversais
e nem vinha do alto. Vinha de dentro.

Luzes da cidade refletiam seu corpo brilhante
levemente embaçado pela fumaça do meu cigarro
que naquela noite em especial trazia um turbilhão
de gostos diferentes.
"Será esse o gosto?" perguntava uma coruja branca.

Quero comer as suas palavras
antes que suas iniciais me comam
Antes que elas devorem meus olhos
e cravem carvão quente em meu peito.
Antes que seu nome que insiste em aparecer
por todos os cantos
tornem-se as unicas palavras que eu conseguirei dizer.

Antes que o turbilhão comece
Antes que a chama de oitenta mil velas queimem
antes que o coração...



Bata.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Saudade de sentir aquele primeiro estágio do amor. Quando você não fala direito com a pessoa, a mão fica gelada e molhada e o coração pula. A gente nunca sabe se a pessoa vai olhar pra gente do jeito que a gente quer, fica arrepiado quando dá uma trombadinha ou um toque pequeno e fica se revirando a noite na cama. Se cobre e acha que está calor, se descobre e aí fica frio. O pé fica balançando e sono não vem! Ah!
Acho que todo amor só devia ter o primeiro estágio (ao menos que seja correspondido) porque o segundo estágio é terrivel; Você começa a ter ciúmes de todo mundo que esteja ao redor da pessoa que você ama, o coração fica gelado e corta quando descobre que a pessoa está com outra. Você tem vontade de berrar e impedir que o amor da sua vida vá para aquele cantinho escuro da festa com um estanho qualquer. Depois você acaba revelando pra pessoa que gosta dela, ouve um "você é como um irmão pra mim" e fica condenado a sentir uma dor aguda que parece que vai durar pelo resto da vida.

Mas aí um leve perfume passa na sua frente, exibindo o mais belo sorriso do mundo......

Erick de Sousa